Quanto as plataformas ganham com CDBs, LCIs, LCAs?

Plataformas ficam com um pedacinho dos ganhos de CDBs, LCIs, LCAs...

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Títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras, como CDBs, LCIs, LCAs, LCs e RDBs são outra fonte de receita para as plataformas de investimentos.

As plataformas recebem uma comissão para vender esses produtos, mas elas não contam que estão cobrando isso de você. Na sim;paul, você sempre fica sabendo quanto a plataforma está ganhando cada vez que compra um desses títulos. Está tudo visível no documento transparência sim;paul, um extrato com todas as suas operações e as receitas geradas para a plataforma. Se você aderiu ao programa sim;equity back, o documento traz também os pontos acumulados no mês.

Mas vamos voltar aos títulos de renda fixa. Você deve saber que esses produtos pagam rendimentos com base em uma taxa de juros, que pode ser prefixada, pós-fixada ou atrelada a um índice de inflação, como o IPCA.

Um CDB prefixado, por exemplo, vai pagar um rendimento com base em uma taxa determinada no momento do investimento, por exemplo, 7% ao ano. Se ele for pós-fixado, o rendimento provavelmente será um percentual do CDI, como 102% ou 105% desse indicador.

Se o CDB for atrelado ao IPCA, vai pagar a variação da inflação no período do investimento e mais uma taxa definida no momento da compra, por exemplo, IPCA mais 3% ao ano.

Até aqui não disse nenhuma novidade, não é?

O que você não sabe é que a taxa de rendimento que a plataforma informa é, na verdade, menor do que a taxa que a instituição financeira que emitiu o título está oferecendo de fato.

No meio do caminho tem o desconto da comissão da plataforma, o que o mercado costuma chamar de “spread” do CDB. Falta transparência por aí!

Por exemplo, quando você vê um CDB prefixado do “Banco X” com vencimento em dois anos que está sendo oferecido na plataforma a uma taxa de 6,0% ao ano, esse rendimento já sofreu desconto do spread.

Na verdade, a taxa real do CDB do “Banco X” é mais alta, de 6,2% ao ano, por exemplo. Esse 0,2% de diferença entre a taxa negociada entre emissor do título e a plataforma representa a comissão da plataforma.

A mesma lógica vale para um produto pós-fixado. Vamos imaginar que um CDB do Banco X, com vencimento em dois anos, esteja sendo oferecido na plataforma a 120% do CDI. Nesse exemplo, a taxa negociada entre o Banco X e a plataforma pode ser de 122% do CDI. Isso indicaria que o spread, ou seja, a comissão da plataforma, é de 2% do CDI.

O problema é que nenhuma plataforma mostra isso. Você não sabe quanto custa o produto de renda fixa. Falta transparência! A sim;paul é a única plataforma de investimentos que escancara qual é a receita que recebe com cada uma das operações que você faz.

O spread pode ser maior ou menor. Tudo vai depender da negociação feita entre o emissor do título de renda fixa e a plataforma.

E você já pode imaginar, claro, que tem muita plataforma por aí que vai preferir vender os CDBs, LCIs ou LCAs que geram uma comissão maior para ela.

Exija transparência! Afinal, é difícil confiar em alguém que esconde coisas de você, né?

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